Vale a pena encher os pneus com nitrogênio?

Entenda como funciona e veja algumas dicas

Em teoria, o uso do nitrogênio proporciona menor desgaste do pneu. Isso ocorre porque a pressão interna do pneu não varia quando ocorre seu aquecimento.

Outro benefício é a manutenção correta da calibragem por mais tempo, pois o nitrogênio tem moléculas maiores.

Com menor variação de temperatura, há menor variação de pressão e menor desgaste do pneu. Assim, o pneu diminui sua interferência no ajuste fino de suspensão. Por isso o nitrogênio é usado em carros de competição.

Outra vantagem teórica é que o nitrogênio não causa a oxidação dos materiais com os quais entra em contato (borracha e metal da roda).  Mas o ar externo vai fazer isso de qualquer jeito.

Como é um gás que não alimenta a combustão, também é usado em alguns veículos que transportam produtos inflamáveis.

Nos automóveis tradicionais, porém, seu uso praticamente não traz vantagens. Principalmente se você calibra os pneus a cada 15 dias.

O problema do nitrogênio é o custo de calibragem (na média, R$ 3 a R$ 8 por pneu), enquanto o ar comum é (geralmente) de graça.

Ao utilizar esse gás, é necessário fazer a manutenção da mesma forma. Não é possível “misturar” o nitrogênio com o ar comum. Para fazer a substituição, é necessário esvaziar totalmente o pneu e só então utilizar o ar “do posto”.

Em tempo: o nitrogênio do pneu não tem a ver com os cilindros de gás que ajudam a anabolizar os motores. O “nitro” é óxido nitroso.

Assuntos relacionados:
Pneus Niterói, Pneus, calibragem de pneus, nitrogênio